Não devore meu coração
Com gangues dentro da noite
pelas ruas da cidade
pelos matos que cercam o corpo urbano
Vou devorar seu coração
não demonstrar amor
não como nos filmes
mas ignorar suas perguntas
e te deixar angustiado pela minha espera
Quando sozinho no breu rural
habitando os matos
feito bicho predatório, te dilacerar se entrar no meu território
Besta, quadrúpede entre quatro paredes, descalço na terra preta, plantado na copa das árvores
úmido
sentimento chuvoso
pele grudenta de suor tropical
Felino,
indiozinho;
não devore meu coração
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