Do riso dos loucos

Não tenha medo do escândalo

do cabelo desgrenhado dos loucos, as gargalhadas rasgando a borda da boca

não disso meu bem, da simplicidade de existir sem roupagem nenhuma

e mostrar largo sorriso amarelo, a gengiva escura de fumo mascado

não

mas da palidez de nunca despregar os lábios

que sendo por rejeição ou ignorância, é perigoso

tema os céticos, os de camisa engomada, à retaguarda do vidro fumê

dos andarilhos descalços não tenha medo, nem desprezo ou pena

mas se derrame com eles na estrada

e ria desesperadamente sem saber a hora do fim

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